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Fé e oração! Duas palavras que definem o retiro de carnaval Restaura-me, evento promovido pelos setores 3 e 4 da Renovação Carismática Católica da Arquidiocese de São Salvador da Bahia nos dias 11, 12 e 13 de fevereiro. Com o tema “Retornai ao primeiro amor” (Ap,2-4), o Restaura-me aconteceu na Comunidade Imaculado Coração de Maria/Paróquia Mãe da Igreja, em Itacaranha.
O evento reuniu aproximadamente 500 pessoas durante os 3 dias. A ideia era proporcionar um carnaval santo para a família (crianças, adolescentes, jovens e adultos) e mostrar que, aqueles que têm uma experiência com o Espírito Santo, não vai atrás dos trios elétricos e sim, permanecem firmes aos pés do trio da Santíssima Trindade (Pai, Filho e Espírito Santo).
A programação foi diversificada e contou com momentos de louvor, adoração ao Santíssimo Sacramento, oração do terço, missa, show, tributo a Nossa Senhora (com o lançamento do CD de Edson de Souza), apresentação de dança, pregações e oração com servos da RCC Salvador, além de um espaço reservado para os pequeninos, através do Ministério para as Crianças.
Presente pela terceira vez no evento, Gerusa Araújo (presidente do Conselho Arquidiocesano da RCC Salvador) pregou no último dia do Restaura-me. Para ela, “colaborar com o projeto de Deus é motivo de alegria profunda. Poder estar reunida onde sou chamada e levar a Palavra de Deus é muito gratificante, pois a missão precisa ser cumprida”, afirmou Gerusa.
O coordenador dos setores 3/4, Carlos Alberto, ressalta que “cumpriu- se o que as Sagradas Escrituras nos pedem: rezar uns pelos outros. Foi o que aconteceu nos 3 dias. Não só pelos presentes, mas por tantas pessoas (familiares, amigos) que estavam trabalhando no circuito do carnaval. Rezamos também pelos foliões para que o Senhor os guardasse de todo mal. A família se fez presente. Observamos o florescer de novas amizades, através das conversas onde experiências eram trocadas.  O objetivo do núcleo dos setores foi alcançado”, comentou.
Entre os convidados do Restaura-me estiveram presentes os padres Rutinaldo Gonzaga (Assessor Eclesiástico da RCC Salvador), Dimas Rogério (Capelão da Polícia Militar), Josuel de Jesus (Formador do Seminário) e Gabriel Matos (Santa Terezinha Doutora da Igreja – Alto da Terezinha); dos pregadores, Elissandro Trindade, Núbia Cruz, Fernando Santana, além da presidente do Conselho Arquidiocesano da RCC Salvador, Gerusa Araújo; lançamento do CD ”Minha mãe é a Mãe do Filho de Deus” no tributo a Nossa Senhora com Edson de Souza e show com o Ministério Engenheiros da Fé.
RESTAURA-ME – é um encontro de carnaval, que surgiu em 2004, no Grupo de Oração Fidelidade, na Comunidade São José (Alto do Cruzeiro, bairro do Rio Sena), pertencente a Paróquia Santa Terezinha Doutora da Igreja. O Restaura-me, tornou-se evento setorial há 5 anos, atendendo o anseio de servos dos quatro cantos da cidade, principalmente do Subúrbio Ferroviário e da Península Itapagipana.  Nestes anos de Restaura-me, foram vários os testemunhos de pessoas que abandonaram os trios elétricos e blocos, a partir do convite feito por familiares e amigos para participar deste evento e ter uma experiência com a Santíssima Trindade e com Nossa Senhora nos dias de carnaval.

Fonte: MCS Salvador

RCC: Bendito seja Deus pelos 51 anos do final de semana de Duquesne


Celebramos neste final de semana um marco na história da Igreja. Há 51 anos, um grupo de jovens se reuniu no final de semana de 17 a 19 de fevereiro para um retiro de oração. Mal sabiam eles que, a partir daquela reunião, uma explosão de evangelização por meio de uma nova forma de espiritualidade surgiria no mundo, transformando diversas vidas até os dias atuais.
Foi em fevereiro de 1967, na Casa de Retiro da Universidade de Duquesne, em Pittsburg, Pensilvânia (EUA), em que cerca de 30 pessoas, jovens estudantes e professores universitários, em um retiro de oração e estudo da Bíblia tiveram uma experiência transformadora do Batismo no Espírito Santo. Um grupo de estudantes, no sábado à noite, foi para a capela e lá, essas pessoas, tiveram sensações nunca antes sentidas. Hoje, entendemos que o Espírito Santo foi quem conduziu todas as coisas. Dessa forma, consideramos que foi naquele final de semana que surgiria, então, a Renovação Carismática Católica no mundo.
Bendito seja Deus por esses dias que, direta ou indiretamente, transformaram a vida de várias pessoas em todo o mundo, dando origem a essa linda obra. Obra que, de acordo com o Papa Francisco na Festa do Jubileu de Ouro da RCC (2017), é umaobra soberana do Espírito Santo na Igreja que deu vida a uma corrente de graça.
A Renovação Carismática Católica é um movimento pertencente a Igreja Católica Apostólica Romana que tem como missão evangelizar homens, mulheres, jovens e crianças com ardor missionário, a partir da experiência do Batismo no Espírito Santo, buscando tornar o Espírito Santo mais conhecido, amado e adorado, difundindo sua espiritualidade a partir dos Grupos de Oração e Comunidades espalhados pelo mundo.
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Saiba mais como tudo aconteceu
Sobre esses históricos dias, Patti Gallagher Mansfield, uma das participantes do Retiro partilha no livro “Como em um Novo Pentecostes”, da Editora RCCBRASIL:
No sábado de manhã, Paul Gray pregou sobre Atos dos Apóstolos, capítulo 1 no solário. A missa foi celebrada e depois Marybeth Mutmansky (Greene) e Karin Sefcik (Treiber) fizeram uma reflexão sobre as mulheres da Bíblia. Seguiu-se uma pregação sobre Atos 2 e partilha dos grupos (...)
Durante uma das partilhas, após a pregação, David Mangan propôs que os participantes renovassem o Sacramento da Crisma como parte da cerimônia de encerramento. Um problema no encanamento da casa quase fez com que o retiro terminasse mais cedo, mas foi resolvido. Mais tarde naquela noite, durante o que havia sido programado como uma festa de aniversário para várias pessoas, o Espírito Santo iniciou um trabalho soberano. Um por um, aproximadamente metade, mas não todos os jovens foram atraídos para a capela e experimentaram o Batismo no Espírito de uma forma manifesta...
Jovens que participaram do retiro de Duquesne em 1967.
Patti está em primeiro plano de branco. (Foto: reprodução)
No sábado à noite, uma festa de aniversário estava programada em homenagem a alguns alunos.
Já que a festa de aniversário nunca realmente começava, eu decidi ir para várias partes da casa de retiro e chamar todos os alunos para que se reunissem lá embaixo para a celebração. Mesmo sendo eu nova na Chi Rho (associação estudantil), eu havia sido presidente da minha turma em cada ano do ensino médio e tinha experiência em liderar grupos e organizar as atividades. Eu pensei que se todos se reunissem no mesmo lugar, a festa poderia acontecer. Foi neste ponto que eu vagava na parte de cima da casa para a Capela. Eu não iria entrar para rezar, apenas para dizer aos alunos que descessem para a festa. Quando eu entrei na capela... eu vi algumas pessoas sentadas no chão, rezando. Era uma sala pequena, acarpetada e sem bancos, apenas com algumas almofadas. O Santíssimo Sacramento estava no sacrário, no altar, no centro da sala, perto da parte da frente. Eu me ajoelhei na presença de Jesus no Santíssimo Sacramento. Então algo inesperado aconteceu.
Eu sempre acreditei, pelo dom da fé, que Jesus está realmente presente no Santíssimo Sacramento, mas eu nunca havia experimentado Sua glória antes. Quando eu me ajoelhei lá, naquela noite, meu corpo tremeu literalmente ante Sua Majestade e Santidade. Fiquei cheia de temor na presença Dele. Ele estava lá... o Rei dos Reis, o Senhor dos Senhores, Aquele por quem todas as coisas vieram a existir! E lembro-me de ter pensado, “Deus é Santo e eu não sou santa. Se eu permanecer em Sua presença, algo vai acontecer comigo”. Eu me senti realmente assustada e disse para mim mesma: “Saia daqui rapidamente”. Entretanto, ultrapassando este medo, havia o meu desejo de permanecer na presença do Senhor.
Então Bill Deigan, presidente da Chi Rho, entrou na capela e ajoelhou-se ao meu lado. Descrevi a ele o que estava acontecendo comigo. Ele disse: “Eu estava recém falando com algumas outras pessoas. Algo está acontecendo aqui; algo que não planejamos. Fique e reze até você sentir que deve sair”. E o Bill saiu da capela.
Quando eu me ajoelhei diante do Senhor Jesus no Santíssimo Sacramento, pela primeira vez na minha vida eu rezei o que eu chamaria de “uma oração de entrega incondicional”. Rezei no silêncio do meu coração: Pai, dou minha vida a Ti e o que Tu quiseres de mim, é isso que eu quero. Se isso significa sofrimento, eu aceito. Ensina-me a seguir o Teu Filho Jesus e a aprender a amar como Ele ama.
Quando eu fiz esta oração, eu estava de joelhos diante do altar. Em seguida vi-me prostrada no chão, estendida diante do sacrário. Ninguém havia imposto as mãos sobre mim. Eu nunca havia visto uma coisa dessas acontecer antes. Não sei exatamente como aconteceu, mas durante aquele momento os meus sapatos se soltaram dos meus pés. Mais tarde, percebi que, assim como Moisés diante da sarça ardente, eu estava de fato em solo santo. Deitada ali, fui inundada, dos dedos das mãos aos dedos dos pés, com um profundo sentimento do amor pessoal de Deus por mim, do Seu amor misericordioso (...).
Quando penso sobre aquela minha experiência na capela, naquela noite, as palavras de Santo Agostinho expressam belamente o que eu senti naquele momento: “Fizeste-nos para Ti, ó Senhor, e inquieto está nosso coração, enquanto não repousa em Ti”. Dentro de mim ecoou o fervoroso apelo, “Fique! Fique! Fique!” Senti como se eu quisesse morrer lá, naquele momento, e ir para estar com Deus no céu. Mesmo assim, eu sabia que se eu, que não sou ninguém especial, podia experimentar o amor, a misericórdia, a ternura e a compaixão de Deus, de tal forma, isso seria possível para qualquer um, sim, para qualquer um também experimentar Deus.
Embora eu só quisesse permanecer lá e aquecer-me na presença do Senhor, eu sabia que precisava compartilhar essa experiência com os outros. Como os Apóstolos depois do Pentecostes, eu queria “proclamar seus feitos maravilhosos”, dar testemunho do Deus vivo”.

Para adquirir o livro que conta a história do final de Semana de Duquesne e os primeiros passos dessa obra do Espírito Santo chamada Renovação Carismática Católica acesse o site da RCC Shop

“Eis que estou à porta e bato” (Ap 3, 20)

Confira a carta 06/2018 à Renovação Carismática Católica do Brasil, escrita pela presidente do Conselho Nacional da RCC, Katia Roldi Zavaris. Bimestralmente, as cartas da presidente apresentam partilhas e direcionamentos espirituais para o trabalho de evangelização realizado pelo Movimento. Na carta de fevereiro e março, Katia partilha sobre o tema do ano, por isso, é muito importante que você compartilhe este documento com seus irmãos de Grupo de Oração e diocese.

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CARTA À RENOVAÇÃO CARISMÁTICA CATÓLICA DO BRASIL


“Eis que estou à porta e bato”  (Ap 3, 20)

Doc. 06/2018


Vitória /ES, 15 de fevereiro de 2018.



Amados irmãos e irmãs da família Carismática do Brasil!



O nosso Encontro Nacional de Formação (ENF) de 2018, no Centro de Evangelização na Comunidade Canção Nova, em Cachoeira Paulista (SP), foi uma chuva de graças sobre a família carismática do Brasil, com momentos de aprendizado, partilha, oração, louvor e muita alegria! Estamos entrando num tempo de primavera na Renovação Carismática Católica, em um tempo todo novo, conforme promessa de Deus durante o Ano Jubilar Mundial.

Em nosso ENF experimentamos um poderoso Pentecostes que certamente atingirá toda a nação brasileira. Com a inspiração que está em Apocalipse 3, 20, ouvimos Jesus nos dizer: “Eis que estou à porta e bato: se alguém ouvir a minha voz e me abrir a porta, entrarei em sua casa e cearemos, eu com ele e ele comigo”. Com esta Palavra, que é o tema da RCCBRASIL para 2018, o Senhor nos mostra que está bem perto de nós e aguarda nossa decisão de abrirmos o nosso coração inteiramente a Ele, à sua Palavra, aos seus ensinamentos. Ele bate à porta em busca de uma profunda comunhão conosco em vista da nossa salvação.

Fundamental é não adiar a resposta que Jesus aguarda de cada um de nós. Ainda que a casa não esteja bem arrumada, limpa e com os problemas corrigidos como gostaríamos, visto que este é um momento único da graça de Deus. O necessário para abrir a porta de nosso coração é a esperança, pois é a partir de um coração aberto para Jesus Cristo que cada um de nós vive o milagre do Reino de Deus, já aqui na terra, e experimenta a esperança da realização eterna.

“A virtude da esperança responde à aspiração de felicidade colocada por Deus no coração de todo homem; assume as esperanças que inspiram as atividades dos homens; purifica-as, ordenando-as ao Reino dos Céus; protege contra o desânimo; dá alento em todo esmorecimento; dilata o coração na expectativa da bem-aventurança eterna. O impulso da esperança preserva do egoísmo e conduz à felicidade da caridade” (Catecismo da Igreja Católica, §1818).

“... E a esperança não engana. Porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado” (Rm 5, 5).E foi assim que nos sentimos no ENF 2018, muito amados por Deus! A Ele toda a honra e toda a glória!

Entramos também na segunda etapa do triênio preparatório para o Jubileu de 50 anos da RCCBRASIL, quando estaremos vivenciando a ação que é característica fundamental da pessoa que foi verdadeiramente batizada no Espírito Santo: A CONVERSÃO SINCERA. A igreja nos ensina, em seu Catecismo, número 1699, que “... a vida no Espírito realiza a vocação do Homem”, isto é, o Homem se torna inteiro, plenamente feliz e verdadeiramente livre se vive no Espírito, segundo o Espírito Santo.

Neste ano em que a Igreja do Brasil celebra o ano do laicato, a Renovação Carismática Católica propõe a seus membros que deem testemunho da Efusão do Espírito Santo, a partir de uma vida transformada, a partir de um testemunho autêntico de “vida no Espírito”, para com isso serem “Sal da Terra e Luz do Mundo” (Mt 5, 13-14).

Entramos no tempo quaresmal, que é um tempo de intensa conversão ao Cristo que nos ama, quando somos convidados a revisão de nossa vida, no desejo de superar aquilo que não está de acordo com o que Jesus nos pede e nos ensinou.

Nos próximos dias do mês de fevereiro de 2018, a Renovação Carismática Católica do mundo celebra os seus 51 anos. Este é um tempo pós-jubilar em que o Senhor faz promessas, contudo também aguarda de nós uma nova postura, uma nova atitude. Recordamos aqui a palavra profética de Patti Gallagher Mansfield, que nos indicou três atitudes que o Senhor espera de nós: docilidade, obediência e .

Que possamos todos dizer como Nossa Senhora: “Faça-se em mim segundo a Tua palavra” (Lc 1, 38).

Que Deus abençoe a todos nessa caminhada rumo à vontade do Pai!



Abraços fraternos,

Katia Roldi Zavaris

Presidente do Conselho Nacional da RCCBRASIL



Fonte: Portal RCCBRASIL

Brasil, o país dos encontros de carnaval


“Eis que estou à porta e bato” (Ap 3, 20)

Confira a carta 06/2018 à Renovação Carismática Católica do Brasil, escrita pela presidente do Conselho Nacional da RCC, Katia Roldi Zavaris. Bimestralmente, as cartas da presidente apresentam partilhas e direcionamentos espirituais para o trabalho de evangelização realizado pelo Movimento. Na carta de fevereiro e março, Katia partilha sobre o tema do ano, por isso, é muito importante que você compartilhe este documento com seus irmãos de Grupo de Oração e diocese.

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CARTA À RENOVAÇÃO CARISMÁTICA CATÓLICA DO BRASIL


“Eis que estou à porta e bato”  (Ap 3, 20)

Doc. 06/2018


Vitória /ES, 15 de fevereiro de 2018.



Amados irmãos e irmãs da família Carismática do Brasil!



O nosso Encontro Nacional de Formação (ENF) de 2018, no Centro de Evangelização na Comunidade Canção Nova, em Cachoeira Paulista (SP), foi uma chuva de graças sobre a família carismática do Brasil, com momentos de aprendizado, partilha, oração, louvor e muita alegria! Estamos entrando num tempo de primavera na Renovação Carismática Católica, em um tempo todo novo, conforme promessa de Deus durante o Ano Jubilar Mundial.

Em nosso ENF experimentamos um poderoso Pentecostes que certamente atingirá toda a nação brasileira. Com a inspiração que está em Apocalipse 3, 20, ouvimos Jesus nos dizer: “Eis que estou à porta e bato: se alguém ouvir a minha voz e me abrir a porta, entrarei em sua casa e cearemos, eu com ele e ele comigo”. Com esta Palavra, que é o tema da RCCBRASIL para 2018, o Senhor nos mostra que está bem perto de nós e aguarda nossa decisão de abrirmos o nosso coração inteiramente a Ele, à sua Palavra, aos seus ensinamentos. Ele bate à porta em busca de uma profunda comunhão conosco em vista da nossa salvação.

Fundamental é não adiar a resposta que Jesus aguarda de cada um de nós. Ainda que a casa não esteja bem arrumada, limpa e com os problemas corrigidos como gostaríamos, visto que este é um momento único da graça de Deus. O necessário para abrir a porta de nosso coração é a esperança, pois é a partir de um coração aberto para Jesus Cristo que cada um de nós vive o milagre do Reino de Deus, já aqui na terra, e experimenta a esperança da realização eterna.

“A virtude da esperança responde à aspiração de felicidade colocada por Deus no coração de todo homem; assume as esperanças que inspiram as atividades dos homens; purifica-as, ordenando-as ao Reino dos Céus; protege contra o desânimo; dá alento em todo esmorecimento; dilata o coração na expectativa da bem-aventurança eterna. O impulso da esperança preserva do egoísmo e conduz à felicidade da caridade” (Catecismo da Igreja Católica, §1818).

“... E a esperança não engana. Porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado” (Rm 5, 5).E foi assim que nos sentimos no ENF 2018, muito amados por Deus! A Ele toda a honra e toda a glória!

Entramos também na segunda etapa do triênio preparatório para o Jubileu de 50 anos da RCCBRASIL, quando estaremos vivenciando a ação que é característica fundamental da pessoa que foi verdadeiramente batizada no Espírito Santo: A CONVERSÃO SINCERA. A igreja nos ensina, em seu Catecismo, número 1699, que “... a vida no Espírito realiza a vocação do Homem”, isto é, o Homem se torna inteiro, plenamente feliz e verdadeiramente livre se vive no Espírito, segundo o Espírito Santo.

Neste ano em que a Igreja do Brasil celebra o ano do laicato, a Renovação Carismática Católica propõe a seus membros que deem testemunho da Efusão do Espírito Santo, a partir de uma vida transformada, a partir de um testemunho autêntico de “vida no Espírito”, para com isso serem “Sal da Terra e Luz do Mundo” (Mt 5, 13-14).

Entramos no tempo quaresmal, que é um tempo de intensa conversão ao Cristo que nos ama, quando somos convidados a revisão de nossa vida, no desejo de superar aquilo que não está de acordo com o que Jesus nos pede e nos ensinou.

Nos próximos dias do mês de fevereiro de 2018, a Renovação Carismática Católica do mundo celebra os seus 51 anos. Este é um tempo pós-jubilar em que o Senhor faz promessas, contudo também aguarda de nós uma nova postura, uma nova atitude. Recordamos aqui a palavra profética de Patti Gallagher Mansfield, que nos indicou três atitudes que o Senhor espera de nós: docilidade, obediência e .

Que possamos todos dizer como Nossa Senhora: “Faça-se em mim segundo a Tua palavra” (Lc 1, 38).

Que Deus abençoe a todos nessa caminhada rumo à vontade do Pai!



Abraços fraternos,

Katia Roldi Zavaris

Presidente do Conselho Nacional da RCCBRASIL

Mensagem do Papa Francisco para a Quaresma 2018

Ao iniciar a quaresma, preparemos o nosso coração conferindo a mensagem do Papa Francisco a todos os fiéis:
Amados irmãos e irmãs!

Mais uma vez vamos encontrar-nos com a Páscoa do Senhor! Todos os anos, com a finalidade de nos preparar para ela, Deus na sua providência oferece-nos a Quaresma, «sinal sacramental da nossa conversão», que anuncia e torna possível voltar ao Senhor de todo o coração e com toda a nossa vida. Com a presente mensagem desejo, este ano também, ajudar toda a Igreja a viver, neste tempo de graça, com alegria e verdade; faço-o deixando-me inspirar pela seguinte afirmação de Jesus, que aparece no evangelho de Mateus: «Porque se multiplicará a iniquidade, vai resfriar o amor de muitos» (24, 12). Esta frase situa-se no discurso que trata do fim dos tempos, pronunciado em Jerusalém,

no Monte das Oliveiras, precisamente onde terá início a paixão do Senhor. Dando resposta a uma pergunta dos discípulos, Jesus anuncia uma grande tribulação e descreve a situação em que poderia encontrar-se a comunidade dos crentes: à vista de fenômenos espaventosos, alguns falsos profetas enganarão a muitos, a ponto de ameaçar apagar-se, nos corações, o amor que é o centro de todo o Evangelho.

Os falsos profetas

Escutemos este trecho, interrogando-nos sobre as formas que assumem os falsos profetas? Uns assemelham-se a «encantadores de serpentes», ou seja, aproveitam-se das emoções humanas para escravizar as pessoas e levá-las para onde eles querem. Quantos filhos de Deus acabam encandeados pelas adulações dum prazer de poucos instantes que se confunde com a felicidade! Quantos homens e mulheres vivem fascinados pela ilusão do dinheiro, quando este, na realidade, os torna escravos do lucro ou de interesses mesquinhos! Quantos vivem pensando que se bastam a si mesmos e caem vítimas da solidão!

Outros falsos profetas são aqueles «charlatães» que oferecem soluções simples e imediatas para todas as aflições, mas são remédios que se mostram completamente ineficazes: a quantos jovens se oferece o falso remédio da droga, de relações passageiras, de lucros fáceis mas desonestos! Quantos acabam enredados numa vida completamente virtual, onde as relações parecem mais simples e ágeis, mas depois revelam-se dramaticamente sem sentido! Estes  impostores, ao mesmo tempo que oferecem coisas sem valor, tiram aquilo que é mais precioso como a dignidade, a liberdade e a capacidade de amar. É o engano da vaidade, que nos leva a fazer a figura de pavões para, depois, nos

precipitar no ridículo; e, do ridículo, não se volta atrás. Não nos admiremos! Desde sempre o demónio, que é «mentiroso e pai da mentira» (Jo 8, 44), apresenta o mal como bem e o falso como verdadeiro, para confundir o coração do homem. Por isso, cada um de nós é chamado a discernir, no seu coração, e verificar se está ameaçado pelas mentiras destes falsos profetas. É preciso aprender a não se deter no nível imediato, superficial, mas reconhecer o que deixa dentro de nós um rasto bom e mais duradouro, porque vem de Deus e visa verdadeiramente o nosso bem.

Um coração frio

Na Divina Comédia, ao descrever o Inferno, Dante Alighieri imagina o diabo sentado num trono de gelo; habita no gelo do amor sufocado. Interroguemo-nos então: Como se resfria o amor em nós? Quais são os sinais indicadores de que o amor corre o risco de se apagar em nós? O que apaga o amor é, antes de mais nada, a ganância do dinheiro, «raiz de todos os males» (1 Tm 6, 10); depois dela, vem a recusa de Deus e, consequentemente, de encontrar consolação n'Ele, preferindo a nossa desolação ao conforto da sua Palavra e dos Sacramentos. Tudo isto se permuta em violência que se abate sobre quantos são considerados uma ameaça para as nossas «certezas»: o bebé nascituro, o idoso doente, o hóspede de passagem, o estrangeiro, mas também o próximo que não corresponde às nossas expetativas.

A própria criação é testemunha silenciosa deste resfriamento do amor: a terra está  envenenada por resíduos lançados por negligência e por interesses; os mares, também eles poluídos, devem infelizmente guardar os despojos de tantos náufragos das migrações forçadas; os céus – que, nos desígnios de Deus, cantam a sua glória – são sulcados por máquinas que fazem chover instrumentos de morte. E o amor resfria-se também nas nossas comunidades: na Exortação apostólica Evangelii gaudium procurei descrever os sinais mais evidentes desta falta de amor. São eles a assedia egoísta, o pessimismo estéril, a tentação de se isolar empenhando-se em contínuas guerras fratricidas, a mentalidade mundana que induz a ocupar-se apenas do que dá nas vistas, reduzindo assim o ardor missionário.

Que fazer?

Se porventura detectamos, no nosso íntimo e ao nosso redor, os sinais acabados de descrever, saibamos que, a par do remédio por vezes amargo da verdade, a Igreja, nossa mãe e mestra, nos oferece, neste tempo de Quaresma, o remédio doce da oração, da esmola e do jejum. Dedicando mais tempo à oração, possibilitamos ao nosso coração descobrir as mentiras secretas, com que nos enganamos a nós mesmos, para procurar finalmente a consolação em Deus. Ele é nosso Pai e quer para nós a vida.

A prática da esmola liberta-nos da ganância e ajuda-nos a descobrir que o outro é nosso irmão: aquilo que possuo, nunca é só meu. Como gostaria que a esmola se tornasse um verdadeiro estilo de vida para todos! Como gostaria que, como cristãos, seguíssemos o exemplo dos Apóstolos e víssemos, na possibilidade de partilhar com os outros os nossos bens, um testemunho concreto da comunhão que vivemos na Igreja. A este propósito, faço minhas as palavras exortativas de São Paulo aos Coríntios, quando os convidava a tomar parte na coleta para a comunidade de Jerusalém: «Isto é o que vos convém» (2 Cor 8, 10). Isto vale de modo especial na Quaresma, durante a qual muitos organismos recolhem coletas a favor das Igrejas e populações em dificuldade. Mas como gostaria também que no nosso relacionamento diário, perante cada irmão que nos pede ajuda, pensássemos: aqui está um apelo da Providência divina. Cada esmola é uma ocasião de tomar parte na Providência de Deus para com os seus filhos; e, se hoje Ele Se serve de mim para ajudar um irmão, como deixará amanhã de prover também às minhas necessidades, Ele que nunca Se deixa vencer em generosidade?

Por fim, o jejum tira força à nossa violência, desarma-nos, constituindo uma importante ocasião de crescimento. Por um lado, permite-nos experimentar o que sentem quantos não possuem sequer o mínimo necessário, provando dia a dia as mordeduras da fome. Por outro, expressa a condição do nosso espírito, faminto de bondade e sedento da vida de Deus. O jejum desperta-nos, torna-nos mais atentos a Deus e ao próximo, reanima a vontade de obedecer a Deus, o único que sacia a nossa fome.

Gostaria que a minha voz ultrapassasse as fronteiras da Igreja Católica, alcançando a todos vós, homens e mulheres de boa vontade, abertos à escuta de Deus. Se vos aflige, como a nós, a difusão da iniquidade no mundo, se vos preocupa o gelo que paralisa os corações e a ação, se vedes esmorecer o sentido da humanidade comum, uni-vos a nós para invocar juntos a Deus, jejuar juntos e, juntamente conosco, dar o que puderdes para ajudar os irmãos!

O fogo da Páscoa

Convido, sobretudo os membros da Igreja, a empreender com ardor o caminho da Quaresma, apoiados na esmola, no jejum e na oração. Se por vezes parece apagar-se em muitos corações o amor, este não se apaga no coração de Deus! Ele sempre nos dá novas ocasiões, para podermos recomeçar a amar. Ocasião propícia será, também este ano, a iniciativa «24 horas para o Senhor», que convida a celebrar o sacramento da Reconciliação num contexto de adoração eucarística.

Em 2018, aquela terá lugar nos dias 9 e 10 de março – uma sexta-feira e um sábado –, inspirando -se nestas palavras do Salmo 130: «Em Ti, encontramos o perdão» (v. 4). Em cada diocese, pelo menos uma igreja ficará aberta durante 24 horas consecutivas, oferecendo a possibilidade de adoração e da confissão sacramental. Na noite de Páscoa, reviveremos o sugestivo rito de acender o círio pascal: a luz, tirada do «lume novo», pouco a pouco expulsará a escuridão e iluminará a assembleia litúrgica. «A luz de Cristo, gloriosamente ressuscitado, nos dissipe as trevas do coração e do espírito», para que todos possamos reviver a experiência dos discípulos de Emaús: ouvir a palavra do Senhor e alimentar-nos do Pão Eucarístico permitirá que o nosso coração volte a inflamar-se de fé, esperança e amor. Abençoo-vos de coração e rezo por vós. Não vos esqueçais de rezar por mim.

Vaticano, 1 de Novembro de 2017 Solenidade de Todos os Santos

FRANCISCO

RCC de Paulo Afonso promoveu o 18° Vem Pra Cá

Fotos; Jardel Menezes
A Renovação Carismática Católica (RCC) de Paulo Afonso promoveu, de 11 a 13 de fevereiro, na quadra de Esportes do CEMPA, o Encontro de Carnaval Vem Pra Cá, com o tema “Retornai ao primeiro amor” (Ap 2,4) reunindo cerca de 800 pessoas por dia. O evento surgiu da necessidade de se realizar durante o período de Carnaval uma opção pra quem busca trocar os dias de folia pela possibilidade de uma profunda experiência com Jesus Cristo e Senhor, através do Espírito Santo, com muito louvor, adoração, músicas, pregações e missas.

Dom Dino, Bispo da Diocese de Caruaru/PE
O evento foi promovido pela RCC de Paulo Afonso, mas diversas pastorais e movimentos também participaram, bem como a comunidade católica Arca da Aliança, religiosas, grupos de jovens e o público em geral. Em sua 18° edição, o Vem Pra Cá convidou os católicos a retornarem ao primeiro amor. Os pregadores Dom Bernardino Marchió, Bispo da Diocese de Caruaru/PE; Pe. Edinaldo Santos, Assessor Eclesiástico da RCC na Diocese de Paulo Afonso; Jeferson Pereira, seminarista da Diocese de Paulo Afonso; Ayrane Santos, Presidente do Conselho Diocesano da RCC Paulo Afonso; Frei José Nemézio e Frei Francisco Pereira, ambos da paróquia Sagrada Família, no BTN nos ajudaram a refletir sobre o efeito que causa em nossa vida e a transformação impactante que surge a partir do encontro com o Cristo. O tema do encontro, retirado do livro do Apocalipse nos mostra que esse não é somente um livro de revelações, mas um convite a conversão sincera. Mostra o rosto de um Deus que é misericórdia. O evento contou com a presença do Pe. Thiago Costa e Pe. Ronival que ajudaram nas confissões e na adoração. Pe. Adriano Carvalho, Chanceler da Diocese de Paulo Afonso, fez uma reflexão sobre a Campanha da Fraternidade deste ano, que começa a partir da quarta-feira de cinzas.

Dom Guido Zendron, Bispo de Paulo Afonso
A missa de encerramento foi presidida pelo Bispo da Diocese de Paulo Afonso, Dom Guido Zendron. Em sua homilia sobre o tema do encontro, o Bispo ressaltou que “a grande questão é saber como é que Jesus ‘bate’, e a segunda pergunta a nos fazer é porque é tão difícil abrir a Cristo, e tão fácil abrir a outras realidades? Com as leituras de hoje podemos concluir que é através da realidade, Deus não usa forças extraordinárias, Ele vem ao nosso encontro através de circunstâncias, de dificuldades, das dores da vida que são oportunidades para deixar Deus purificar o nosso coração. Antes de partir de Deus, nós precisamos partir da nossa experiência. Se não for assim, nunca vamos perceber que precisamos de Jesus; pensem no encontro com a Samaritana, com os leprosos, e Zaqueu; qualquer que seja a situação pela qual passamos Jesus chega para dizer que precisa de nós, que bate à porta do nosso coração.”

Rita de Cássia Dantas, uma das organizadoras, falou suas impressões sobre o evento: “foi muito bom. As pregações excelentes, havia um clima de retiro mesmo, os participantes bem atentos a tudo que foi falado”. Destacou ainda a pontualidade na programação, bem como os momentos de adoração e oração que foram muito bem conduzidos.